QUEM SOMOS

A Uai Flay é uma das mais tradicionais escolas de Parapente do Brasil, localizada no topo do mundo na Serra da Moeda, Município de Brumadinho em MG a 20km do renomado Museu Inhotim. Com sede própria, a Uai Flay foi estrategicamente construída com vista de frente para rampa de decolagem e visão total da Serra o que oferece grande vantagem na análise das condições climáticas para o Voo de paraglider.

Com mais de 30 anos de experiência na formação de novos alunos, na Serra da Moeda, oferecemos também Cursos de reciclagem e cursos avançados de alta performance para a prática de Cross e o desenvolvimento do Esporte em alto nível.

A escola Fundada pelo experiente instrutor de Parapente e Asa Delta Marcelo Rubbioli utiliza uma metodologia que prioriza a segurança e a qualidade dos equipamentos, com aulas teóricas e práticas em local homologado (Notan) para prática do Voo Livre, oferecendo a cada a aluno uma atenção individualizada no aprendizado.

Um dos nossos diferenciais é que todas as aulas são filmadas em HD, o que permite que instrutor e aluno possam analisar juntos as imagens e detectar de forma objetiva os exercícios de voo, ajudando de forma muito eficiente o aluno no desenvolvimento das técnicas.

MARCELO RUBBIOLI

PILOTO E INSTRUTOR
"Desde 1987 que o Voo Livre mudou a minha vida".

Com trinta anos de experiência em voo livre, seja no voo de Asa Delta ou Parapente, o mineiro Marcelo Rubbioli é um dos mais conhecidos e respeitados instrutores de Parapente do Brasil. Nascido em Belo Horizonte em 1964, sua prática com o Voo Livre começou nos arredores da capital mineira em 1986. De lá para cá, ele acumulou experiências voando nos principais pontos de voo de parapente do Brasil como no Rio de Janeiro (Rampa da Pedra Bonita, São Conrado), Florianópolis (Rampa da Praia Mole), Sete Lagoas (Rampa da Serra de Santa Helena), Belo Horizonte (Rampa da Serra da Moeda), Governador Valadares (Rampa do Pico do Ibituruna) e em muitos outros locais de Voo de Parapente por todo o Brasil.

Como instrutor, além de sua experiência de Voos de Parapente e de Asa Delta de três décadas, incluindo centenas de Voos Duplos Instrucionais, um dos seus grandes diferencias é seu extenso conhecimento sobre meteorologia aliado a pratica quase que diária do voo livre. Confira abaixo uma entrevista de Marcelo Rubbioli, concedida à Wylyan Lamartine na rampa de decolagem da Serra da Moeda, o principal ponto de prática de Parapente de Belo Horizonte.

01

Habilitado como Piloto Nível IV Avançado e Voo Duplo na ABVL (Associação Brasileira de Vôo Livre) e ABP (Associação Brasileira de Parapente).

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Habilitado como Piloto Nível IV Avançado e Voo Duplo de Asa Delta na ABVL

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Instrutor responsável pela Uai Fly Escola de Voo Livre.

04

Sócio do CVLBH (Clube de Voo Livre Belo Horizonte), clube este filiado a FMVL (Federação Mineira de Voo Livre), FAI (Fédération Aéronautique Internationale).

05

Diretor Técnico de Parapente e Asa Delta do CVLBH.

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Sócio Fundador do CVLBH – Piloto F112.

07

Sócio e Fundador APVDP (Associação de Pilotos de Voo Duplo Profissionais).

ENTREVISTA

Com Marcelo Rubbioli sobre Voo Livre

Marcelo Rubbioli: Eu já tinha interesse. Mas no primeiro dia em que eu Vi uma pessoa fazendo um Voo Livre, todo o meu interesse se confirmou. Eu estava indo para a Bahia paramos para abastecer o veículo em Governador Valadares e vimos um pessoa subindo a montanha para poder voar. Fiquei curioso para ver os voos e subi também. Quando cheguei lá em cima, alguns pilotos estavam oferecendo o Voo Duplo de Instrução e claro, não perdi a oportunidade e naquele dia fiz o meu primeiro Voo. Então falei para meus amigos, me peguem lá embaixo porque eu vou descer voando.

Interessante que naquela época, não havia a divulgação que se tem hoje a respeito do esporte de Voo Livre. Então eu não sabia que já existia isso aqui em Belo Horizonte. Em nasci e já morava em BH a 22 anos e não sabia que havia Voo Livre na Serra da Moeda. Foi o pessoal de Valares que me falou para procurar os praticantes de Voo Livre na Serra da Moeda, na modalidade de Asa Delta (não existia ainda parapente naquela época).

Marcelo Rubbioli: Eu fiquei fascinado com aquilo. Voar me deu uma sensação única de liberdade. Senti que aquilo era para mim, era realmente o que eu queria fazer pelo resto da minha vida. Então eu fui para a Bahia, voltei para BH e no primeiro fim de semana já fui para a Serra da Moeda e comecei a fazer o curso de Voo Livre, no caso, iniciei o curso de Asa Delta que era a modalidade de Voo Livre daquela época. Isso aconteceu em 1986 e, apesar de o Parapente ter sido inventado no final dos anos 70 e ter se desenvolvido no inicio dos anos 80 até ser reconhecido como esporte pela Federação Francesa de Voo Livre, em 1986 o Parapente praticamente ainda não era conhecido como esporte em praticamente nenhum lugar do mundo. Mesmo a Asa Delta, que havia iniciado no Brasil em 1974, ainda era um esporte bem novo, estava em um estágio inicial ainda.

Marcelo Rubbioli: Cara, na época, a gente não tinha nem mesmo acesso facilitado à rampa de decolagem. O acesso à rampa da Serra da Moeda era de terra e de difícil acesso. O morrinho para os treinamentos ficavam um pouco antes daqui, próximo da antiga fábrica da Skol. E aí, passando por lá eu já vi um pessoal com Asa Delta, subi e já me encontrei com o meu primeiro instrutor, o Ailton e já fiz a minha primeira aula neste primeiro dia já.

Marcelo Rubbioli: Eu pratiquei o Voo Livre com Asa Delta de 1986 até 2005, foram quase 20 anos praticando com a Asa Delta. Mas quando eu parei com a Asa Delta em 2005, eu já estava voando de Parapente. Na verdade eu iniciei com o Parapente em 1996 e fiquei este período de quase dez anos praticando o Voo Livre nas duas modalidades simultaneamente: eu praticava o Parapente para me divertir e relaxar e praticava a Asa Delta fazendo Voos Duplos Instrucionais aqui na Serra da Moeda.

Aos poucos eu vi o mercado mudando: a Asa Delta foi caindo em desuso na Serra da Moeda, local muito favorável ao voo de parapente, por essa questão o Parapente passou a ser mais adotado. O prazer nas duas modalidades de Voo é muito parecido, mas eu comecei a tomar gosto pela logística e pela praticidade do Parapente em comparação com a Asa Delta.

Marcelo Rubbioli: Olha a sensação ao se voar e a técnica empregada no Voo de ambas as modalidades são bem semelhantes. O Parapente perde praticamente somente em velocidade de Voo em comparação com a Asa Delta. Até por ter somente esta desvantagem, sua adoção foi crescendo muito com o passar dos anos. O Parapente ganha muito em praticidade, em tempo de preparação antes do Voo, permitindo assim, realizar mais Voos no mesmo dia. Além disso, a Asa Delta exige um transporte especial, não é qualquer veiculo que serve para seu transporte. O Parapente também leva vantagem em um Voo de distância, pois ele permite fazer um pouso em áreas menores. Em alguns locais como Minas Gerais, isto é muito importante.

Marcelo Rubbioli: Eu comecei a dar aulas de Voo Livre já em 1987, dando aulas de Voo de Asa Delta. Me apliquei muito para isso na época. O gosto pelo esporte tomou conta e eu comecei a investir todo o meu dinheiro nisso. Me apaixonei pelo Voo Livre, minha vontade de voar só cresceu e todo o dinheiro disponível era aplicado no esporte, na prática, na compra de equipamentos e na aplicação como instrutor de Voo Livre. Desde 1987 que o Voo Livre mudou a minha vida. Já em 2005 eu comecei a dar aulas de Parapente.

Marcelo Rubbioli: Bem, são muitos anos de instrução. Saber voar muito bem é apenas um dos pré-requisitos para ensinar. Mas um dos meus diferencias é saber ensinar. Estes 30 anos de contato com diferentes tipos de alunos me ajudaram a desenvolver uma forma melhor de ensinar ao aluno de acordo com as particularidades de cada um. Tudo isso é muito individual e é preciso saber lidar com as pessoas.

Além disso, o Curso de Voo de Parapente é por etapas, e eu realmente me preocupo com a correta aprendizagem de cada aluno, cada etapa do curso tem de ser bem cumprida. Muitas vezes, a vontade de voar do aluno cresce muito mais do que sua experiência. Então eu tenho de ter o olhar crítico e a responsabilidade de segurar o aluno em uma fase até que ele tenha internalizado melhor todo o aprendizado de modo que possa avançar no curso com segurança. Cada etapa tem de ser muito bem feita para que o aluno realmente evolua. Quando o aluno conclui o curso, se forma como piloto nível 1, e eu tenho de implantar isto na cabeça do aluno. Infelizmente, alguns instrutores não tem esta consciência e prática. Eu não trabalho testando o aluno, ele avança por etapas bem feitas e por merecimento. Assim eu sei que, em uma próxima etapa, ele estará preparado para encarar o grau de dificuldade maior que exige maior habilidade do aluno.

Um segundo diferencial é que, desde que eu comecei no esporte, eu estudei bastante meteorologia e gosto muito desta área. Poucos instrutores fizeram isso, só agora, décadas mais tarde é que alguns estão desenvolvendo isso. E estas 3 décadas de estudo de meteorologia são um grande diferencial no meio em que praticamos o esporte. Isso influência por exemplo, na habilidade de voar em um dia mais forte. E eu passo para meus alunos um grande conhecimento de meteorologia durante o curso. Os alunos aprendem meteorológica, as térmicas, o comportamento dinâmico. Ele aprende não somente a pilotar o Parapente mas aprender a ler o vento, ler o relevo do ambiente de voo, a observar os detalhes do ambiente para saber se ele deve decolar ou não. Enfim, ele aprende bastante de meteorologia para, além de aprender a voar, ter “maldade” de como se comportar para fazer Voos mais divertidos, tranquilos e seguros.

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